domingo, 30 de dezembro de 2012

Contagem regressiva: 2013!



"Que Deus ouça as preces que lhe dirijo quando amanheço revigorada e anoiteço tranquila. Quando consigo manter uma relação mais gentil com as lembranças difíceis que, ás vezes, ainda me assombram. Quando posso desfrutar do contentamento mesmo sabendo que existem problemas que aguardam eu me entender com eles. Quando não peço nada além de força para prosseguir, por acreditar que, fortalecida, eu posso o que quiser em Deus."

Ana Jácomo

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Ponto em comum!



"Eles brigavam muito,não concordavam em muitas coisas.

Na verdade não concordavam em quase nada.

Se provocavam o tempo todo, mas apesar das diferenças eles tinham algo muito em comum: eram loucos um pelo outro!”

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Tudo, por amor!


"Ainda é cedo e eu preciso de amor. Só um pouquinho de amor… Quero que ele veja o quanto mudei por causa dele, na esperança de que seu riso congelado saia do automático e eu ganhe um único sorriso verdadeiro… Talvez meu amor tenha aprendido a ser menos amor só para nunca deixar de ser amor…"

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Leve, leve

Leve é o pássaro:
e a sua sombra voante,
mais leve.

E a cascata aérea
de sua garganta,
mais leve.
E o que lembra, ouvindo-se
deslizar seu canto,
mais leve.

E o desejo rápido
desse mais antigo instante,
mais leve.

E a fuga invisível
do amargo passante,
mais leve.

Cecília Meireles

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

É isso que eu quero pra mim.

 
“Quero me encantar mais vezes. Admirar mais vezes. Compartilhar mais amor. Dançar com a vida com mais leveza, sem medo de pisarmos nos pés uma da outra. Quero fazer o meu coração arrepiar mais frequentemente de ternura diante de cada beleza revista ou inaugurada. Quero sair por aí de mãos dadas com a criança que me habita, sem tanta pressa. Brincar com ela mais amiúde. Fazer arte. Aprender com Deus a desenhar coisas bonitas no mundo. Colorir a minha vida com os tons mais contentes da minha caixa de lápis de cor. Devolver um brilho maior aos olhos, aos dias, aos sonhos, mesmo àqueles muito antigos, que, apesar do tempo, souberam conservar o seu viço. Quero sintonizar a minha frequência com a música da delicadeza. Do entusiasmo. Da fé. Da generosidade. Das trocas afetivas. Das alegrias que começam a florir dentro da gente.”
Ana Jácomo

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Amor de gente grande


Amor de corpo inteiro. Um amor que transcende, transpira, transborda. Amor com mãos e pés. Com dedos, braços, pernas, barriga, pele e abraços.
Um amor que surpreende, sem nada inventar, sem precisar exagerar, sem ter que sempre entender. Simplesmente ser... preencher, existir!
Amor que não investiga, que não desconfia, que não acusa.
Amor de palavras, mas também de silêncio. Um silêncio que aquieta o coração, que acaricia a alma e alivia as dores!
Amor que esvazia, que abre espaço, que permite.
Amor sem regras, sem pressões, sem chantagens. Amor que faz crescer.
Amor de gente grande, de coração gigante, de alma transparente.
Amor que permanece. De mim para mim, de mim para você, de você para mim.
Amor que invade respeitando, que adentra acariciando, que ocupa com leveza. Amor sem ego. Que acolhe, perdoa, reconhece.
Amor que desconhece para conhecer, que nunca lembra porque não esquece! Amor que é... assim, sem mais nem menos, sem eira nem beira, sem quê nem porquê.
Simplesmente simples, despretensioso, descontraído, desmedido.
De uma simplicidade tão óbvia que arrasta, que envolve, que derrete.
De uma fluidez tão líquida que escorre, desliza, que não endurece.
Amor que não se pede, que não se dá, porque já é! Para nunca precisar procurar, para nunca correr o risco de encontrar, porque já está!!!
E o que quer que ainda possa surgir... bobagem! Apenas crescimento e aprendizagem...
Volta para casa, não se vá!
Fique, permita-se, entregue-se, comprometa-se!
Simplesmente amor... Você consegue?!?

Rosana Braga

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Quando eu fico só



Às vezes eu gosto de ficar só... Me faz bem ficar comigo mesma, parar para pensar e para ouvir o que o coração e a consciência estão dizendo. É bom para voltar no tempo, para ouvir o canto dos pássaros e para sentir o vento bagunçando o cabelo. 

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Aprender a viver



Aprendemos como ganhar a vida, mas não como vivê-la.
Assistimos muito à televisão e rezamos raramente.
Bebemos excessivamente, fumamos demais, gastamos de maneira perdulária.
Conquistamos o espaço, mas não o conhecemos intimamente.
Construímos edifícios mais altos, mas temos pavios mais curtos.
Estes são os tempos de comida rápida, mas digestão lenta; homens mais altos e caracteres baixos. De casas mais sofisticadas e lares desfeitos. De pílulas que fazem de tudo: alegram, acalmam e matam.
Estes são os tempos em que podemos escolher entre fazer a diferença ou simplesmente apertar delete.
Estivemos na Lua, mas nos é difícil atravessar a rua para encontrarmos nosso vizinho.
Falamos além da conta, amamos pouco e odiamos com muita freqüência.
Ficamos acordados até tarde, levantamos cansados, lemos pouco.
Fizemos grandes coisas, mas não coisas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos nossas almas.
Obtivemos mais descobertas na medicina, mas menos saúde.
Rimos muito, dirigimos rápido, irritamo-nos facilmente.
Temos mais conhecimento, mas menos capacidade de julgamento.

Muita gente precisa parar para pensar no que anda fazendo consigo, com a vida, com aqueles a quem ama!

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Idade, tempo... tempo, idade...


Hoje chego à conclusão de que o tempo me fez bem. O tempo passou e a idade só está aumentando, no entanto, me sinto melhor agora. Mais feliz, mais madura, mais autoconfiante. As experiências da vida me ensinaram tantas coisas que foi impossível não "sofrer" alterações diante delas. As lágrimas me ensinaram a sorrir, um sorriso aberto daqueles que mostram todos os dentes e deram poder para o meu olhar. As alegrias me deram esperança de dias ainda melhores e o desejo de aproveitar intensamente cada instante da minha existência. Que seja sempre assim!

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

E hoje eu acordei com vontade de falar para os meus amigos...




"Amigos não nascem em árvores, nem aparecem num passe de mágica. Boas amizades crescem ao longo do tempo e são resultado do investimento que fazemos em nossos relacionamentos pessoais. Existem alguns princípios básicos que podem ajudar-nos a desenvolver boas amizades.

SEJA AMIGO.
Quem deseja ter amigos precisa mostrar-se como tal. Não espere que os outros tomem a iniciativa. Mostre-se amigo das outras pessoas desde o princípio. Para experimentar uma boa amizade é necessário arriscar-se oferecendo sua amizade ao próximo. Ainda que seja tímido, peça a Deus para dar-lhe disposição, direcionando-lhe para aqueles que precisam de amigos.

IDENTIFIQUE SEUS CONHECIDOS, COLEGAS E AMIGOS.
CONHECIDOS são aqueles que convivem conosco, estudam na mesma sala, comem na mesma cantina, trabalham na mesma empresa, moram na mesma rua. Nossa conversa com eles nunca vai além de informações do tipo: “Oi! Quanto foi o jogo ontem?”
COLEGAS são aqueles que nos conhecem um pouco mais. Nosso relacionamento com eles é estritamente profissional. São amigos em potencial. Eles convivem um pouco mais conosco, sabem onde moramos, mas não conhecem nossos sonhos, dúvidas e aflições. Nenhum dos dois sente que gostaria, pelo menos no momento, de investir em um relacionamento mais profundo.
AMIGOS estão conosco na escola e na vida. Existe uma certa cumplicidade nos sonhos e nas aspirações. Partilhamos com eles o que somos e sentimo-nos aceitos por isso e apesar disso!

ACEITE QUE É IMPOSSÍVEL SER AMIGO DE TODOS.
Estudiosos do comportamento humano descobriram que não temos tempo nem estrutura emocional para desenvolver, simultaneamente, muitos relacionamentos significativos em nossas vidas. Desenvolver amizades sinceras e profundas exige tempo e exposição gradativa do nosso interior.

PROCURE TER MAIS DE UM AMIGO.
A amizade saudável não é possessiva. Você não possui seu amigo e nem ele a você. Ter apenas um amigo é limitar muito sua percepção de vida. Formar um grupo de amigos que jogam bola e fazem passeios juntos é muito saudável e pode ser a cura para amizades possessivas.

APROFUNDE A AMIZADE AOS POUCOS.
Ao fazer novos amigos estará se tornando vulnerável à rejeição. Não abra todo o seu coração logo no começo. Agindo assim dará oportunidade ao seu novo amigo de estudar e ver se ainda deseja continuar aprofundando o relacionamento. Estará também conhecendo melhor a pessoa e descobrindo se ela é confiável. Essa atitude permitirá que possa desistir de investir numa amizade sem sentir que o outro já sabe demais de você!

EVITE JULGAR PELAS APARÊNCIAS.
Lembre-se de que o homem vê o que está diante dos olhos, porém Deus vê o coração das pessoas. Procure observar as criaturas como Deus as vê e será surpreendido. Não importa status social, beleza, popularidade, etc. Quem procura um amigo deve começar valorizando o interior".

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Escrever faz parte de mim


Ando com síndrome de inspiração... Escrevo o que penso, o que sinto, o que desejo, o que amo, quem eu amo, porque amo, de onde venho, para aonde vou, onde estou. Ando com a estranha mania de traduzir "tudo" em palavras. Eu adoro escrever, faz parte de mim, combina com a minha personalidade, me expresso bem assim. 

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Perfeição: sim e não!




Incrível como nós, mulheres, corremos atrás e ao mesmo tempo rejeitamos a perfeição. Explico. A todo custo, todo santo dia, a mesma luta que inclui trabalhar bem, ser ótima namorada, boa filha, aluna exemplar e sem perder o estilo ou sair pra rua sem a convicção de que somos demais (ai da moça decidir de sair casa já se achando lixo: tende a terminar o dia na pior). E a gente se esforça sempre pra conseguir ser mais aceitas, melhor remuneradas, com menos celulite e o ouvido cheio de elogios. Normal. O que me intriga é a falta de tato ao lidar com o bom senso dentro de um relacionamento. Explico de novo: nos desestabilizamos. Cadê a capa de supermulher que a gente veste toda manhã pra encarar uma piranha curtindo todas as fotos do namorado? Existe paciência em aceitar sem pestanejar um pouco de carinho sem o medo cruel de que seja puro sentimento de culpa? Ou, para resumir: tem como nós, da classe feminina, abonarmos o martírio de nós mesmas e nos aceitarmos incríveis com caras que achem o mesmo sem surtar por uma demora em responder mensagem? Tem, claro que tem. Só falta a gênia que habita interiormente descobrir.

Sabemos que não existe maestria completa nessa vida. Mesmo assim, andamos com pressa, nos alimentamos corretamente, travamos os impulsos mais sentimentais, nos concentramos à base de pílulas para não nos tornar "gordas" psicóticas mal sucedidas - porque é assim que dá medo que nos encarem, com as piores qualidades possíveis. No meio do lapso moderno de vida, respiramos, enlouquecemos, queremos só mais um pouquinho de amor, só mais um tantinho de dinheiro para conseguir juntar para aquela viagem que fica sempre para o próximo feriadão e não ocorreu até hoje. Por dentro, sofremos feito passarinho no ninho, emaranhadas dentro dos problemas de criamos, entremeados na teia fininha de quem quanto mais faz, mais deseja acertar e assim, mais se enche de encucamentos e autoanálises profundas que dão em nada. E quando o trabalho não está lá essas coisas, as amigas são poucas mas, engraçadas e de bom coração, a grana anda curta e a família julgadora, é no amor que a existência escolhe a maior estampa (que a gente lava na máquina pra ver se não estraga, que a gente estica e puxa pra ver até onde vai, que a gente testa sem querer e usa por vários dias pra ver se enjoa - e continua ali, firme e forte porque só homem de caráter forte pra aguentar tudo isso e seguir do lado, chamar de louca pra logo em seguida esmagar muito e dizer "chatinha" como quem responde em silêncio que aceita as burocracias porque a parte boa vale a pena.

Toda essa explicação pra afirmar que, sim: fomos educadas desde pequenas tendo a certeza que homem não presta é nada, que é preciso "confiar desconfiando", que cara quieto demais ih, filha, toma cuidado e presta bem atenção porque o chifre cresce e todos veem, menos nós, as meninas do papai. E alguns podem mesmo até representar uma parcela de 20 ou 30% de filhos da puta, otários ou mongolões que não veem a benção em forma de mulher que dá a mão na hora de caminhar na rua, mas é só às vezes. Enfim: e daí quando a parte amorosa deslancha, a gente não consegue se aquietar e curtir por muito tempo. É triste, mas a gente vai vasculhar até encontrar alguma paranoia que sirva de motivo pra um mal estar ou discussão. Vamos sair do abraço na hora de dormir porque está muito quente, insistir em saber como era a ex, dormir só com 'boa noite'; deixar que a demência segue a lucidez de ser a mulher que eles escolheram pra chamar de amor, quando na cozinha.

Pode ter sido o final de semana mais bonito em meses, a paixão ser expressa em mil abraços e palavras doces, o sexo no ponto mais alto da libido de quem sente a falta durante a semana, a sintonia afinada capaz de compor o momento da melhor forma possível, que não adianta: é dom de quem usa saias acatar ao monstrinho dos zunidos que falam na mente pra que a gente atente bem, seja observadora pra não ser feitas de idiotas; inconfortáveis e sem saber o que fazer com a perfeição possível de um momento em mãos, arriscamos um pouco de frieza, nos dispersamos na discussão fútil que não sabemos mais porque teve início,  embarramos na ingenuidade de quem só quer passar por uma rusga ou outra tirando sarro da própria obsessão, rindo à toa pra não se perder nas mil e uma ideias próprias, amando mais porque a gente só consegue fechar os olhos e respirar mais lento quando as certezas estão todas no lugar. Geralmente, depois de uma briga boba ou outra que certifique que tudo nunca esteve melhor.

Camila Paier

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Sou livre!




Ser livre é não ser escravo das culpas do passado nem das preocupações do amanhã. Ser livre é ter tempo para as coisas que se ama. É abraçar, se entregar, sonhar, recomeçar tudo de novo. É desenvolver a arte de pensar e proteger a emoção. Mas, acima de tudo, ser livre é ter um caso de amor com a própria existência e desvendar seus mistérios.

Augusto Cury

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

O lugar perfeito das boas lembranças


“Existem lembranças que são fontes perenes de amor. Recordá-las é como caminhar descalço na areia da praia num começo de manhã de céu azul, a brisa do mar misturada aos raios do sol, aquele ventinho morno que se derrama na pele com gentileza rara. Recordá-las é um cafuné gostoso que a vida reinventa. Quando estamos tristes, cansados, aborrecidos, também podemos ir até lá, onde essas lembranças moram… É um jeito afetivo de renovar a energia no momento presente.”

Ana Jácomo




segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Para toda...


“Para toda malícia, tem uma inocência. Para toda chuva, tem um sol. Para toda lágrima, tem um sorriso.” 


domingo, 14 de outubro de 2012

Aluga-se



Resolvi morar sozinha e passei os últimos três meses procurando um apartamento para alugar. Gostei logo de cara de um no Itaim, rua tranquila, vista para várias árvores charmosas, todo pequenininho e aconchegante. Quando entrei nele senti algo especial, estranho, familiar, algo muito bom. Mas não, não se pode ficar com o primeiro que aparece, não é mesmo? O Itaim tem muito trânsito, prédios antigos dão problema na fiação e no encanamento, a garagem era pequena, enfim, continuei procurando.

Depois daquele apartamento, vi pelo menos mais uns 30, mas o dito cujo não saia da minha cabeça. A varandinha azul, as vaguinhas para visitantes ao lado, o porteiro velhinho que só sorria. Eu estava apaixonada. Mas não, o mundo tem tantas opções, não é mesmo? Não se pode ir ficando com o primeiro que aparece, ainda mais um primeiro com tantos defeitos: a cozinha era muito antiga, a porta do banheiro batia no bidê (pra que bidê?) e a proprietária não abria mão do carpete (eu sou alérgica).

O tempo passou, prédios modernos, mais baratos, com vistas melhores e até mesmo com banheiros gigantes (eu amo banheiros) passaram, e eu nunca tirei o predinho da rua Jesuíno da cabeça. Eu me dizia o tempo todo "o que é do homem, o bicho não come" e seguia a vida tranquila sabendo que quando finalmente chegasse a hora de me decidir, ele estaria lá esperando por mim. Eu precisava experimentar o mundo, eu precisava conhecer outros cantos, cheiros e vistas, não, de maneira nenhuma eu poderia me deixar levar pelos sentimentos e assinar um contrato de fidelidade. Um dia eu estaria pronta para sair de casa e ser uma mulher, um dia eu estaria pronta para não ter mais que olhar pro lado pra poder olhar pra frente. Um dia eu poderia ser dele e então, ele seria meu.

Ontem resolvi passar por lá, não para resolver nada e nem para levar minha mudança, apenas para continuar minha paquera medrosa e distante, saber se estava tudo bem com o meu amor e esquentar um pouquinho nosso relacionamento cheios de dúvidas. Quando fui chegando perto não pude acreditar: a placa de aluga-se não estava mais lá! Meu coração cheio de fúria não cabia dentro de mim, eu atravessei a rua correndo, apertei a campainha como um fantasma faminto inconformado com a morte mas impotente e invisível. Depois de muito tempo o porteiro berrou sem nem se dar ao trabalho de mostrar o rosto: já tem gente morando lá, foi alugado semana passada!

Voltei para meu carro e chorei o choro mais profundo, antigo e verdadeiro que já chorei em toda a minha vida. Um choro daqueles contidos pela eternidade. Me recordei rapidamente de todas as pessoas e coisas que perdi por ainda não estar preparada para elas, ou por ainda ter muita curiosidade de mundo e dificuldade em ser permanente. Me lembrei de vários lugares em que trabalhei e acabei saindo porque era muito nova para me enterrar numa mesa de escritório dez horas por dia, mas eram lugares com pessoas, chefes e trabalhos muito divertidos e inesquecíveis. Recordei de amigos e parentes distantes, aqueles que eu sempre deixo pra depois porque moram muito longe ou acabaram se tornando pessoas muito diferentes de mim, sempre penso "mês que vem faço contato com eles". E se não tiver mês que vem?

Finalmente, chorei todos os meus amores que acabaram, todas as portas que eu deixei entreabertas (porque sou péssima em fechá-las) e que se fecharam pela vida: a maioria casou, juntou, sumiu, nem sei por onde anda. Alguém quis fazer desses amores perdidos moradias e eu mais uma vez fiquei sem minha placa de "aluga-se".

Enfim, chorei o fim de tudo. Assim é a vida, uma morte a cada dia. Depois, como sempre, limpei o rosto e continuei procurando pela minha casa. Estar sempre insatisfeito, na verdade, é o que faz a gente nunca desistir de seguir em frente e, quem sabe um dia, se encontrar nesse mundo.

Tati Bernardi.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Encontros e reencontros



Acho a palavra encontro de uma beleza delicada. Ela exala calor humano, tem um suave cheiro de dama da noite. No encontro sentimos gosto de início, de novo, de timidez doce. Um prenúncio de intimidade gostosa, de carinho sem fim. É um admirar pela janela da alma cada detalhe, sem perder um piscar de olhos, um sorriso de canto, uma ternura enroscada numa covinha da bochecha. É puxar o fio certo para ir direto ao coração e de lá não sair nunca mais.
Já a palavra reencontro tem um gostinho de saudade saciada, de ternura relembrada.

No reencontro braços e coração se abrem no mesmo compasso para poder acolher quem tanto queremos bem. É abraçar a fotografia olhada tantas vezes com uma saudade imensa e intensa. É sentir o calor do perfume registrado e jamais esquecido, o da pele e o da alma.

Ando em meio a encontros esbarrando nas calçadas da vida em doces reencontros, é assim que me agrada caminhar, é assim que me encontro em tanto reencontrar.

Meire Oliveira

terça-feira, 18 de setembro de 2012

As cartas



As cartas de amor deveriam ser fechadas com a língua.
Beijadas antes de ser enviadas.
Sopradas, respiradas.
O esforço do pulmão capturado pelo envelope, a letra
tremendo como uma pálpebra.
Não a coisa isenta, neutra, mas a espuma, a gentileza,
a gripe, o contágio.
Porque a saliva acalma o machucado.
As cartas de amor deveriam ser abertas
com os dentes.

Carpinejar

Escolhas


segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Dois inteiros



As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.

Temos que nos bastar... nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.

As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.

Mario Quintana

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Os jardins voltam a florescer




"Parece milagre, mas as sementes de cura começam a florescer nos mesmos jardins onde parecia que nenhuma outra flor brotaria.
A alma é sábia: enquanto achamos que só existe dor, ela trabalha, em silêncio, para tecer o momento novo.
E ele chega."

Ana Jácomo

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Coração tranquilo



“Não permita que suscetibilidades lhe conturbem o coração.
Dê aos outros a liberdade de pensar, tanto quanto você é livre para pensar como deseja.
Cada pessoa vê os problemas da vida em ângulo diferente.
Muita vez, uma opinião diversa da sua pode ser de grande auxílio em sua experiência ou negócio, se você se dispuser a estuda-la.
Melindres arrasam as melhores plantações de amizades.
Quem reclama, agrava as dificuldades.
Não cultive ressentimentos.
Melindrar-se, é um modo de perder as melhores situações.
Não se aborreça, coopere.
Quem vive de se ferir, acaba na condição de espinheiro”.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Estrelas, estrelas, estrelas...



Eu posso sentir isso de novo. Que bom. Achei que eu ia ser esperta pra sempre, mas para a minha grande alegria estou me sentindo uma idiota. Sabe o que eu fiz hoje? As pazes com o Bob Marley, com o Bob Dylan e até com o ovomaltine do Bob’s. As pazes com os casais que se balançam abraçados enquanto não esperam nada, as pazes com as pessoas que não sabem ver o que eu vejo. E eu só vejo você me ensinando a dar estrela. Eu só vejo você enchendo minha vida de estrelas. Se você puder, não tenha medo. Eu sou só uma menina que voltou a ver estrelas. E que repete, sem medo e sem fim, a palavra estrela no mesmo parágrafo. Estrela, estrela, estrela. Zilhões de vezes.

Tati Bernardi

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Sensibilidade



"Ser sensível nesse mundo requer muita coragem. Muita. Todo dia.
Essa saudade, de fazer a alma marejar, de um lugar que não se sabe onde é, mas que existe.
Essa possibilidade de experimentar a dor, quando a dor chega, com a mesma verdade com que experimenta a alegria.
Essa incapacidade de não se admirar com o encanto grandioso que também mora na sutileza.
Essa vontade de espalhar buquês de sorrisos por aí, porque os sensíveis, por mais que chorem de vez em quando, não deixam adormecer a ideia de um mundo que possa acordar sorrindo.
Pra toda gente."

Ana Jácomo

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Elogio ao amor



Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática.

Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, atristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra.

O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental".

Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalzinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não épara nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes.

Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá paraperceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida.

A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz.

Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.

Miguel Esteves Cardoso

terça-feira, 31 de julho de 2012

Dessas pessoas...



Nossa história é dessas que a gente não sabe quando começou, mas tem certeza que nunca vai ter um fim. Porque você é dessas pessoas que me fazem esquecer o que um dia doeu. Você é dessas pessoas, que me fazem acreditar no amor. Dessas pessoas lindas, que fazem um dia simples, se tornar inesquecível.

Karla Tabalipa

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Saudade



"Não é sempre
Que a ausência deixa saudades.
Às vezes ...
Ela deixa pedaços de vento,
Que atravessam os nossos silêncios. ”

Bruno de Paula

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Quando o mundo acaba



Segundo a profecia maia, o mundo acabará no dia 21 de dezembro. A pergunta é: Para você, quantas vezes o mundo acabou? Ainda que um copo d’água com açúcar ou um bom porre o tenha feito perceber que era pura frescura, aposto que pelo menos uma vez na vida você já teve essa sensação, a terrível sensação de fim do mundo. A perda do emprego, do amor ou do cartão do banco; a morte de alguém importante, um acidente ou qualquer baque doloroso o suficiente para tirá-lo do eixo. Quem nunca?

A vida é um constante abrir e fechar de ciclos e, exagerando um pouquinho, dá para dizer que ao longo da estrada a gente vê o mundo acabar (e recomeçar) algumas vezes. A gente morre e renasce a cada queda – eis a (des)graça de existir! Esqueça aquela história de cultivar o jardim para contar com as borboletas... O segredo, o grande segredo, é aprender a ressurgir cada vez que seu mundo acabar.

Flávia Queiroz.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

O amor é uma decisão


Um trabalho pode ser apenas um emprego, um enfado, uma obrigação, um lugar de onde você tira o mínimo pra sobreviver, pra onde você vai todos os dias porque não tem outro jeito, reclamando infeliz da vida. Mas se você colocar amor, ele se torna sua missão, sua realização, seu prazer, fica cheio de significado e poesia… Um dos seus motivos para acordar.

Um bebê que nasce pode ser apenas um pedaço de carne com olhos e boca que vai sugar sua energia, tomar todo seu tempo, atrapalhar o seu sono, trazer gastos e dívidas e amarrar sua vida por um longo tempo. Mas se você colocar amor nessa relação, o bebê se torna seu filho, e você vai curtir cada minuto, comemorar cada conquista, sofrer com cada tropeço e experimentar o lago mais profundo que um sentimento pode encher.

Um problema pode ser só um evento ou um fato que você, infelizmente, tem que resolver. Mas resolva com amor, e você terá uma causa, uma luta, um aprendizado, algo para te desafiar e ensinar. Uma pessoa com quem você convive pode ser apenas um colega, alguém que está perto, que não atrapalha, mas também não faz falta nenhuma, com quem você trabalha, almoça, pega ônibus, cruza no portão de casa, fica junto apenas por ficar. Mas dedique algum amor a essa pessoa e ela será um amigo, alguém com quem você pode dividir sua existência, alguém que te ajude a compreender tudo e todos, com quem você pode realmente contar, a quem você pode realmente ajudar, e com quem você poderá se sentir menos só no mundo.

O lugar onde você vive pode ser apenas um chão pra você pisar, uma região de onde você pode retirar tudo que precisa, um espaço para você depositar ou retirar coisas, um lugar como qualquer outro onde você casualmente nasceu e/ou vive. Mas coloque amor nisso e você terá um lar, uma cidade, um país para defender, e rapidamente aparecerão oportunidades para tornar você alguém mais responsável, mais cidadão, mais transformador da realidade – e portanto, mais consciente e ativo.

Uma pessoa problemática pode ser só alguém que não tem mais jeito, um tropeço, uma encheção, alguém vazio, sem esperança, sem futuro, sem razão de existir, que merece ser jogado de lado, abandonado, deixado para trás. Mas dê muito amor, invista, acredite, cuide, fique quando todos já foram – e então você verá uma nova pessoa, alguém com um novo horizonte, com uma nova paixão, com um novo motivo, e então a vida pulsará em você também.

Alguém que você conhece pode ser só mais uma boca para beijar, um corpo para usar, alguém para passar o tempo, alguém com quem ficar trocando mentirinhas e truques de sedução… Mais um para colocar na lista de conquistas. Mas se você colocar amor, essa pessoa pode ser sua companheira, sua alegria, alguém que você deseja com força, alguém para te desafiar e te levar cada vez mais além.

Religião, sem amor, é prisão; com amor, é fé.
Leitura, sem amor, é tarefa; com amor, é alegria.
Música, sem amor, é barulho; com amor, é arte.
Doação, sem amor, é vaidade; com amor, é solidariedade.
Sanções, sem amor, são ordens; com amor, são cuidados.
Reflexões, sem amor, são apenas pensamentos; com amor, são movimento.
Uma palavra, dita com amor, é um carinho.
Uma ação, se tem amor, é um gesto.
Um objeto, se tem amor, é um poema.
Um projeto, quando feito com amor, já é um sucesso.
Uma comida, feita com amor, é um banquete.
Um filme, feito com amor, é um clássico.
Uma viagem, vivida com amor, é uma jornada.
Uma tarefa, realizada com amor, é uma criação.
Uma escolha, quando feita por amor, é o caminho certo.
Uma mudança, quando vem com amor, é progresso.
O amor não acontece. Ele faz acontecer…

Porque o amor não é mágica. É uma decisão.

Karina Cabral – Blog Mafalda Crescida

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Remar. Re-amar. Amar.



“Eu entro nesse barco, é só me pedir.
Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou.
Faz tempo que quero ingressar nessa viagem,
mas pra isso preciso saber se você vai também.
Porque sozinha, não vou. Não tem como remar sozinha,
eu ficaria girando em torno de mim mesma.
Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também!
Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes.
Mudo o visual, deixo o cabelo crescer,
começo a comer direito, vou todo dia pra academia.
Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade!
Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica.
Aprendo a pescar, se precisar.
Mas você tem que remar também.Eu desisto fácil, você sabe.
E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos,
mas eu entro nesse barco, é só me pedir.
Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia.
Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo.
Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir.
Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto.
Eu te ensino a nadar, juro!
Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar,
que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças!
Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa,que vale a pena.
Que por você vale a pena.Que por nós vale a pena. Remar. Re-amar. Amar.”

Caio Fernando Abreu

sexta-feira, 13 de julho de 2012

E a brisa que era um tufão...



"Assim que o amor entrou no meio, o meio virou amor ;
O fogo se derreteu, o gelo se incendiou;
E a brisa que era um tufão…
Depois que o mar derramou, depois que a casa caiu;
O vento da paz soprou".


Romeu e Julieta -Los Hermanos 

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Do passado ao presente dos relacionamentos


Meu bem
Vamos ter liberdade
Para amar à vontade
Sem trair mais ninguém
Quero que você seja feliz
Hei de ser feliz também

E desde que ouvi essa música pela primeira vez tenho a sensação de que ela faz todo o sentido na minha história de relacionamentos!


segunda-feira, 9 de julho de 2012

Escolhas são acompanhadas de responsabilidades



É uma escolha levantar cedo e sair para fazer uma caminhada pela cidade ou então ficar deitado até a hora do almoço curtindo mais um pouco a cama e o travesseiro.

É uma escolha ir para a academia, praticar pilates, yoga e hidroginástica ou ficar em frente à TV e à internet se rendendo a todos os seus mundos encantadores.

É uma escolha passear no shopping e levar o cartão de créditos e comprar aquele tênis e aquela blusa cara e perfeita ou ficar em casa e se contentar em não ter se endividado.

É uma escolha ter alguém com quem passar os dias e viver muitas emoções ou viver a emoção de ser sozinho e não ter de dar satisfações a ninguém.

É uma escolha, é sempre uma escolha...

E porque escolhemos isso ou aquilo? Talvez seja uma resposta difícil de ser dada. Mas o fato é que também é uma escolha procurar as respostas para sua vida. Procurar lá no fundo da sua mente e do seu coração.

Porque as responsabilidades de tudo o que escolhemos não nos é permitido escolher.

A vida está no ponto que está exatamente por causa das escolhas que você fez na sua vida.

A vantagem disso tudo? SOMOS LIVRES. Você escolhe o que você quer. E se fez uma escolha errada? Escolha outra coisa!

Afonso Júnior

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Saber ter razão


"Que a vida ensine que tão ou mais difícil do que ter razão, é saber tê-la. Que o abraço abrace. Que o perdão perdoe. Que tudo vire verbo e verbe. Verde. Como a esperança. Pois, do jeito que o mundo vai, dá vontade de apagar e começar tudo de novo."

Artur da Távola


sábado, 30 de junho de 2012

E você chegou...


"Ele chegou quando nada mais havia. Trouxe cores aonde o preto e branco teimavam em ser charme. Veio transformando os lugares, roubando meus olhares. E desde então, ele é, ele está, ele fez morada pra ficar."

Patrícia Rocha


segunda-feira, 25 de junho de 2012

Dia a dia


Quando você menos espera o grande amor aparece! E toda aquela busca pelo sentido da vida, agora é deixada de lado. Sentido pra quê? Melhor aproveitar bem o momento e se entregar. Afinal, a maioria dos seres humanos vive buscando a felicidade em outras pessoas...

Então, se você encontrou uma pessoa que te fez feliz por uma noite, uma semana ou mesmo um mês, você quer que esta pessoa te faça feliz pelo resto da vida e então o casamento acontece!

E quando falo em casamento, não me refiro ao ritual ou à celebração de qualquer religião, mas ao ato de juntar as suas coisas com as de outra pessoa, compartilhar o mesmo teto e tentar viver juntos e felizes.

É natural que todos busquem isso, afinal, alguém já disse que o homem não nasceu para viver só.

Mas de repente o brilho da relação vai sumindo, a alegria escapole pela janela, e todo aquele amor que era tão forte e bonito vai murchando, sumindo como uma plantinha que não recebe mais água. Você não reconhece mais a pessoa por quem um dia já se apaixonou! O que aconteceu? Vocês mudaram!

O grande fato é que esquecemos que quando decidimos viver com uma pessoa, não devemos nos preocupar com o famoso “para sempre”! Afinal, ninguém vive com a mesma pessoa para o resto de sua vida.

Troca de parceiro? Infidelidade? Talvez eu não esteja falando disso!

Preste atenção: precisamos aceitar que as pessoas mudam!

Aprenda a observar as mudanças. Você já não é mais aquela pessoa que seu companheiro conheceu e muito menos seu companheiro é o mesmo! Tudo muda! Todos mudam! É necessário aceitar este fato e talvez daí venha a famosa frase que diz que é preciso se apaixonar todos os dias.

À medida que os dias vão passando, vamos aprendendo coisas novas, experimentando novas situações e nos moldando, nos tornando diferentes...
Não dá para viver com a mesma pessoa para sempre. Todo mundo muda o tempo todo!

E acho que aí é que se encontra o verdadeiro amor: na arte da aceitação, do respeito e da atenção um com o outro. Se isto acontece, o amor não acaba, a alegria não vai embora e a felicidade entra pelas portas e pelas janelas, invadindo seu lar e seu corpo, fazendo com que a vida seja sempre uma celebração!

É... Envelhecer ao lado de alguém pode mesmo ser a experiência mais fantástica do mundo!

Afonso Júnior